
O Visto D7 é o nome popular do visto de residência para aposentados, religiosos e pessoas que vivem de rendimentos próprios. Em 2026, a referência continental parte de € 920 mensais para o primeiro adulto, com 50% por adulto adicional e 30% por menor ou filho maior a cargo, normalmente demonstrados por pelo menos 12 meses. O saldo em conta ajuda, mas não substitui a prova da origem, estabilidade, regularidade e disponibilidade dos rendimentos.
- O D7 é adequado para aposentadoria, pensão e rendimentos próprios estáveis, como aluguéis, aplicações financeiras, dividendos e propriedade intelectual.
- A Portaria n.º 1563/2007 exige meios estáveis e regulares assegurados por pelo menos 12 meses; poupança isolada não é automaticamente equivalente a renda recorrente.
- Em 2026, a referência continental de planejamento é € 920 mensais para o primeiro adulto, 50% para cada adulto adicional e 30% para cada dependente abrangido.
- O visto permite duas entradas e permanência de quatro meses para pedir a autorização de residência, que em regra vale dois anos e pode ser renovada por períodos de três anos.
Este conteúdo tem caráter informativo e foi elaborado com base nas fontes indicadas. Regras, valores, prazos e procedimentos podem mudar. Consulte sempre os canais oficiais e, quando necessário, procure um profissional habilitado.
O que é o Visto D7
Visto D7 é o nome pelo qual ficou conhecido o visto de residência português destinado a:
- Aposentados - chamados de reformados em Portugal.
- Pensionistas.
- Pessoas que vivem de rendimentos próprios.
- Ministros de culto e membros de comunidades religiosas reconhecidas.
O nome oficial do serviço é mais extenso: visto de residência para fixação de residência de reformados, religiosos e pessoas que vivem de rendimentos próprios.
O D7 não é ainda a autorização de residência. Ele permite entrar em Portugal para concluir essa segunda etapa perante a AIMA.
Ao pesquisar no consulado, procure também por “reformados e titulares de rendimentos próprios”. A sigla D7 é popular, mas pode não aparecer como categoria principal no portal oficial.
Para quem o D7 é indicado
O D7 tende a ser coerente para quem pretende efetivamente morar em Portugal e sustentar-se principalmente com rendimentos como:
- Aposentadoria ou reforma.
- Pensão por morte, invalidez ou outra pensão regular.
- Aluguéis de imóveis.
- Dividendos recorrentes.
- Juros e rendimentos de aplicações financeiras.
- Distribuições regulares de sociedades, quando bem documentadas.
- Royalties e rendimentos de propriedade intelectual.
- Rendimentos de bens móveis ou imóveis.
Não basta que o rendimento exista no papel. O processo deve demonstrar:
- Origem lícita.
- Titularidade.
- Valor recebido.
- Regularidade.
- Continuidade previsível.
- Disponibilidade para sustentar a vida em Portugal.
Quando o D7 pode não ser a via correta
Antes de montar o processo, identifique qual atividade gera a renda principal.
- Emprego em empresa portuguesa: analise o Visto D1.
- Negócio ou prestação independente em Portugal: analise o Visto D2.
- Atividade altamente qualificada: analise o Visto D3.
- Estudo: analise o Visto D4.
- Trabalho remoto ativo para fora de Portugal: analise o D8.
- Família viajando simultaneamente: verifique o D5.
- Familiar juntando-se depois ao residente: verifique o D6.
D7 e D8 não são a mesma coisa
| Critério | D7 | D8 |
|---|---|---|
| Fonte principal | Aposentadoria e rendimentos próprios | Trabalho remoto ativo para entidade ou clientes fora de Portugal |
| Prova central | Estabilidade, regularidade e disponibilidade da renda | Relação de trabalho ou serviços e renda mínima específica |
| Perfil comum | Aposentado, pensionista, proprietário ou investidor rentista | Empregado remoto, freelancer ou prestador internacional |
| Erro frequente | Usar somente saldo bancário | Tentar enquadrar salário remoto como renda passiva |
Ter investimentos não impede o D8, e trabalhar não apaga automaticamente um D7. O ponto decisivo é a finalidade real da mudança e a fonte econômica principal apresentada ao consulado.
O requisito central: meios estáveis e regulares
A Portaria n.º 1563/2007 define meios de subsistência como recursos estáveis e regulares suficientes para necessidades essenciais, incluindo:
- Alimentação.
- Alojamento.
- Cuidados de saúde.
- Higiene.
- Sustento dos familiares, quando aplicável.
Para aposentados e titulares de rendimentos próprios, esses meios devem estar assegurados por período não inferior a 12 meses.
Isso significa que o processo financeiro precisa responder a quatro perguntas:
- De onde vem o dinheiro?
- Quanto entra normalmente?
- Com que frequência é recebido?
- Como estará disponível durante a residência em Portugal?
Qual é a renda mínima em 2026
Em Portugal continental, a RMMG de 2026 é € 920 mensais.
A escala familiar da Portaria utiliza:
- 100% para o primeiro adulto.
- 50% para o segundo e cada adulto adicional.
- 30% para cada menor de 18 anos ou filho maior a cargo.
Referência de planejamento para 12 meses
| Pessoa | Percentual | Referência mensal | Referência para 12 meses |
|---|---|---|---|
| Primeiro adulto | 100% | € 920 | € 11.040 |
| Cada adulto adicional | 50% | € 460 | € 5.520 |
| Cada menor ou filho maior a cargo | 30% | € 276 | € 3.312 |
Exemplos de planejamento:
- Uma pessoa: € 11.040 por 12 meses.
- Casal: € 16.560 por 12 meses.
- Casal com um filho: € 19.872 por 12 meses.
- Casal com dois filhos: € 23.184 por 12 meses.
Esses números são referências matemáticas com base na RMMG continental bruta de 2026. A Portaria usa a expressão “líquida de quotizações para a segurança social”, e o posto consular avalia o caso concreto. Madeira e Açores possuem salários mínimos regionais próprios. Confirme sempre o critério operacional da jurisdição antes do protocolo.
Renda mensal e reserva bancária são coisas diferentes
Uma candidatura robusta normalmente apresenta duas camadas financeiras:
- Fluxo recorrente: prova que o requerente continuará recebendo renda.
- Reserva disponível: mostra liquidez para instalação, imprevistos e os primeiros meses.
Ter apenas o valor anual parado na conta não demonstra necessariamente estabilidade e regularidade. Da mesma forma, uma renda mensal adequada com saldo quase inexistente pode gerar dúvidas sobre instalação e acesso imediato aos recursos.
O conjunto deve ser coerente com:
- Número de pessoas.
- Valor do aluguel.
- Cidade escolhida.
- Despesas previstas.
- Origem declarada dos recursos.
- Histórico bancário e fiscal.
É obrigatório abrir conta bancária portuguesa
A lei exige demonstração de disponibilidade dos rendimentos em Portugal. A Portaria menciona expressamente a garantia de recebimento ou disponibilidade em território nacional.
Na prática, alguns postos consulares ou prestadores externos pedem:
- Conta bancária portuguesa.
- Extrato com saldo suficiente.
- Declaração bancária de titularidade.
- Movimentação e origem dos valores.
Como o checklist operacional muda conforme o país e o posto, não trate uma prática consular como regra universal. Consulte a lista vigente da sua jurisdição.
Como provar aposentadoria ou pensão
Um aposentado pode organizar:
- Carta oficial de concessão do benefício.
- Extrato atualizado do benefício.
- Comprovantes de pagamento dos últimos meses.
- Extratos bancários mostrando os créditos.
- Documento da entidade previdenciária confirmando valor e continuidade.
- Declaração fiscal em que o benefício apareça.
- Prova de disponibilidade ou transferência internacional.
Documentos brasileiros destinados a produzir efeitos em Portugal podem precisar de Apostila de Haia. Documentos em idioma diferente do português podem exigir tradução certificada.
Como provar aluguéis
Para rendimentos imobiliários, organize uma cadeia completa:
- Documento de propriedade do imóvel.
- Contrato de locação vigente.
- Comprovantes periódicos dos pagamentos.
- Extratos bancários correspondentes.
- Declaração fiscal dos aluguéis.
- Informação sobre despesas, impostos e renda líquida.
- Prazo do contrato e possibilidade de continuidade.
Um contrato recém-assinado, sem histórico de recebimentos, pode exigir explicação adicional.
Como provar dividendos e aplicações financeiras
Dependendo do ativo, podem ser úteis:
- Extratos da corretora ou banco.
- Notas ou informes de rendimentos.
- Histórico de dividendos e juros.
- Declaração fiscal.
- Documentos societários.
- Atas ou deliberações de distribuição.
- Prova de participação societária.
- Comprovantes de créditos em conta.
- Explicação da liquidez e disponibilidade internacional.
Valorização não realizada de uma carteira é diferente de rendimento efetivamente recebido. Demonstre o que é patrimônio, o que é rendimento e o que está líquido e disponível.
Rendimentos de empresa própria
Ser sócio de empresa não prova, sozinho, renda pessoal recorrente.
Separe claramente:
- Patrimônio da empresa.
- Faturamento empresarial.
- Lucro apurado.
- Pró-labore ou remuneração.
- Dividendos efetivamente distribuídos.
- Valores que pertencem pessoalmente ao requerente.
Se o plano envolve trabalhar ativamente na empresa depois da mudança, compare o enquadramento com D2 ou D8 antes de escolher o D7.
Documentos gerais do pedido
A lista oficial geral inclui:
- Formulário de pedido preenchido e assinado.
- Passaporte válido.
- Duas fotografias tipo passe, quando exigidas pelo canal.
- Seguro de viagem com cobertura médica urgente e repatriamento.
- Autorização para consulta do registro criminal português.
- Certificado de antecedentes criminais do país de origem ou do país onde vive há mais de um ano.
- Prova de alojamento.
- Prova de meios de subsistência.
- Prova específica da aposentadoria, pensão ou rendimentos próprios.
O posto pode solicitar outros documentos, originais, cópias, reconhecimento de assinatura ou esclarecimentos.
Documentos financeiros recomendados
Além do documento que cria o rendimento, prepare:
- Extratos bancários recentes.
- Declarações de imposto de renda.
- Comprovante de titularidade das contas.
- Histórico de recebimentos.
- Quadro-resumo mensal e anual.
- Conversão de moeda explicada com data e fonte.
- Prova da disponibilidade em Portugal.
- Declaração curta explicando cada fonte.
Evite grandes depósitos sem origem identificável logo antes do protocolo.
NIF e representante fiscal
O NIF é utilizado em operações como abertura de conta, contrato de aluguel e obrigações tributárias.
Antes de pedir:
- Confira se o NIF está correto em todos os documentos.
- Entenda se precisa de representante fiscal ou adesão a notificações eletrônicas.
- Não confunda obtenção do NIF com residência fiscal.
- Consulte o guia de NIF em Portugal.
Comprovação de alojamento
Não é obrigatório comprar imóvel. O alojamento pode ser demonstrado, conforme a situação e o checklist aplicável, por:
- Escritura ou certidão de propriedade.
- Contrato de arrendamento.
- Recibos de renda.
- Declaração de cedência ou hospedagem acompanhada da prova jurídica do imóvel.
- Termo ou declaração admitida pelo canal competente.
A AIMA atualmente exige declaração sob compromisso de honra da morada e prova da situação jurídica que permite usar o imóvel.
O que revisar no contrato
- Identificação correta das partes.
- Morada completa.
- Prazo compatível com a residência pretendida.
- Assinaturas válidas.
- Identificação fiscal quando aplicável.
- Compatibilidade com o número de moradores.
- Prova de que o senhorio ou cedente pode disponibilizar o imóvel.
Reservas curtas de hotel ou hospedagem turística podem não satisfazer a prova de residência estável exigida pelo posto.
Seguro de viagem e saúde
Na fase consular, o seguro deve cobrir:
- Assistência médica urgente.
- Despesas por razões médicas.
- Eventual repatriamento.
- Período exigido pelo posto.
Depois da chegada, a situação de saúde pode envolver inscrição no SNS, número de utente, acordos internacionais ou seguro privado, conforme o caso. Não cancele uma cobertura antes de confirmar que a nova proteção está efetivamente ativa.
Antecedentes criminais
O pedido normalmente exige certificado do país de origem ou daquele onde o requerente resida há mais de um ano.
Confira:
- Prazo de validade aceito pelo posto.
- Autoridade emissora correta.
- Apostila ou legalização.
- Tradução, se necessária.
- Nome idêntico ao passaporte.
- Documentos adicionais de outros países onde viveu.
Uma ocorrência criminal não significa automaticamente o mesmo resultado em todos os casos; a análise considera o enquadramento legal português.
Cônjuge, companheiro e filhos
Familiares podem apresentar pedidos simultâneos de acompanhamento na lógica do D5, desde que comprovem:
- Vínculo familiar abrangido.
- Meios suficientes para o agregado.
- Alojamento adequado.
- Documentos pessoais e criminais aplicáveis.
- Autorização do outro progenitor para menor, quando necessária.
Certidões devem estar atualizadas, apostiladas ou legalizadas e traduzidas quando aplicável.
Depois que o titular já reside em Portugal, o procedimento adequado costuma ser o D6 - reagrupamento familiar, hoje sujeito a requisitos e prazos próprios.
Passo a passo do pedido
1. Defina a jurisdição consular
O pedido deve ser apresentado no posto competente pela residência do requerente ou no prestador externo por ele indicado.
2. Confirme o checklist vigente
Baixe formulários e listas diretamente do consulado ou centro responsável. Não use apenas listas de redes sociais.
3. Organize a narrativa financeira
Crie uma tabela com fonte, valor mensal, valor anual, moeda, documento de origem e conta de recebimento.
4. Obtenha NIF, conta e alojamento quando exigidos
Comece cedo, pois bancos e senhorios podem pedir documentação complementar.
5. Apostile e traduza
Faça isso somente depois de confirmar quais certidões e versões serão aceitas.
6. Contrate o seguro
Verifique datas, cobertura territorial e repatriamento.
7. Protocole e guarde comprovantes
Mantenha cópia integral do processo, recibos e número de acompanhamento.
8. Responda a exigências
Se houver pedido complementar, responda dentro do prazo, de forma organizada e diretamente relacionada à dúvida.
Prazo de decisão
A Lei de Estrangeiros estabelece prazo de 60 dias para decisão do visto de residência.
Esse prazo legal não deve ser confundido com tempo total até a viagem. Podem existir períodos adicionais para:
- Conseguir agendamento.
- Reunir documentos.
- Análise do prestador externo.
- Diligências e entrevistas.
- Entrega e devolução do passaporte.
- Correção de documentos incompletos.
Não compre passagem não reembolsável contando com uma data de aprovação não confirmada.
Validade do visto
O visto de residência:
- Permite duas entradas em Portugal.
- Autoriza permanência por quatro meses.
- Serve para entrar e pedir a autorização de residência.
- Não equivale ao cartão de residência.
Confira no adesivo do visto as datas efetivas e as instruções relacionadas à AIMA.
Chegada a Portugal e AIMA
Na fase da autorização de residência, tenha disponível:
- Passaporte e visto válidos.
- Prova de entrada e presença em Portugal.
- Comprovativo de alojamento atualizado.
- Prova de manutenção dos meios.
- Informação fiscal e de segurança social, quando aplicável.
- Seguro ou proteção de saúde adequada.
- Documentos solicitados na convocação.
A AIMA recolhe dados biométricos e verifica se continuam presentes as condições que justificaram o visto.
Validade da autorização de residência
Pela regra geral vigente:
- A primeira autorização temporária vale dois anos desde a emissão.
- As renovações ocorrem por períodos sucessivos de três anos.
- Alterações relevantes de identificação podem exigir atualização do título.
A manutenção de rendimentos e alojamento continua importante na concessão e renovação.
O titular pode trabalhar
Sim. Depois de obter a autorização de residência, o titular pode, nos termos gerais:
- Trabalhar por conta de outrem.
- Exercer atividade independente.
- Estudar.
- Fazer formação profissional.
- Criar uma empresa.
Profissões regulamentadas continuam exigindo reconhecimento e habilitação próprios. Começar a trabalhar também gera obrigações fiscais e de segurança social.
Ausências de Portugal
A autorização temporária pode ser cancelada quando o titular, sem razão atendível, fica fora de Portugal por:
- Seis meses consecutivos.
- Oito meses interpolados durante a validade total da autorização.
Ausência superior deve ser justificada à AIMA antes da saída ou, excepcionalmente, depois. A lei prevê tratamento próprio quando a ausência decorre de atividade profissional, empresarial, cultural ou social comprovada.
O D7 é uma rota de residência, não um visto para visitar Portugal ocasionalmente. Planeje presença real, morada, vida fiscal e documentação compatíveis com a finalidade declarada.
Impostos e residência fiscal
Visto, autorização de residência migratória e residência fiscal são conceitos diferentes.
Antes da mudança, analise:
- Quando passará a ser residente fiscal em Portugal.
- Como comunicar a alteração de morada à Autoridade Tributária.
- Tributação de aposentadoria, aluguéis, dividendos e juros.
- Convenção para evitar dupla tributação aplicável ao país de origem.
- Declarações de contas e ativos estrangeiros.
- Tributação na saída do país anterior.
Não presuma que o D7 concede isenção fiscal. O antigo regime geral do Residente Não Habitual foi alterado e eventuais regimes atuais possuem critérios próprios; procure aconselhamento fiscal individualizado.
Custos do processo
O orçamento deve considerar:
- Emolumento consular.
- Taxa do centro de vistos, quando houver.
- Emissão da autorização de residência.
- Certidões e antecedentes criminais.
- Apostilas e reconhecimentos.
- Traduções certificadas.
- Seguro de viagem ou saúde.
- Deslocamentos e envio de documentos.
- NIF e apoio profissional, se contratados.
- Abertura e manutenção bancária.
- Caução, rendas antecipadas e instalação da moradia.
As taxas consulares variam por moeda, reciprocidade, isenções e prestador. Confirme a tabela na data do protocolo.
Motivos comuns de fragilidade ou recusa
- Renda abaixo da referência para o agregado.
- Saldo bancário sem prova de origem.
- Rendimento sem histórico ou continuidade.
- Confundir faturamento empresarial com renda pessoal.
- Aluguel incompatível com a capacidade financeira.
- Contrato de moradia frágil ou não verificável.
- Documentos vencidos, não apostilados ou inconsistentes.
- Divergência de nomes, datas, estado civil ou valores.
- Seguro inadequado.
- Antecedentes criminais faltantes.
- Usar D7 quando a finalidade real é trabalho remoto.
- Omitir dependentes ou compromissos financeiros relevantes.
- Declarações contraditórias na entrevista.
Como fortalecer o processo
- Apresente histórico financeiro, não apenas fotografia de um dia.
- Relacione cada rendimento ao documento que o gera.
- Mostre os créditos correspondentes nos extratos.
- Explique oscilações, moedas e conversões.
- Separe patrimônio, reserva e renda recorrente.
- Mantenha margem acima do mínimo legal.
- Faça um orçamento realista para a cidade escolhida.
- Use uma carta de apresentação curta e objetiva.
- Numere documentos e crie índice.
- Evite documentos irrelevantes que escondam as provas principais.
Checklist financeiro
- [ ] Renda mensal calculada para todo o agregado.
- [ ] Referência anual de 12 meses calculada.
- [ ] Documento de origem de cada renda.
- [ ] Histórico de recebimentos.
- [ ] Declaração fiscal compatível.
- [ ] Extratos bancários atualizados.
- [ ] Prova de disponibilidade em Portugal.
- [ ] Grandes movimentações explicadas.
- [ ] Moedas convertidas de forma transparente.
- [ ] Reserva para mudança e imprevistos.
Checklist documental
- [ ] Formulário vigente preenchido e assinado.
- [ ] Passaporte válido e cópias exigidas.
- [ ] Fotografias no padrão solicitado.
- [ ] Antecedentes criminais válidos.
- [ ] Autorização para consulta criminal portuguesa.
- [ ] Seguro com cobertura adequada.
- [ ] Prova de alojamento.
- [ ] Prova específica de aposentadoria ou rendimentos.
- [ ] NIF e conta, quando pedidos pelo posto.
- [ ] Certidões de familiares.
- [ ] Apostilas ou legalizações.
- [ ] Traduções certificadas.
Checklist antes da viagem
- [ ] Conferir datas e número de entradas do visto.
- [ ] Guardar cópia digital e física do processo.
- [ ] Confirmar instruções da AIMA.
- [ ] Levar provas financeiras atualizadas.
- [ ] Confirmar moradia e seguro.
- [ ] Evitar passagem incompatível com a validade do visto.
- [ ] Planejar NIF, banco, saúde e obrigações fiscais.
Checklist depois da chegada
- [ ] Entrar dentro da validade do visto.
- [ ] Guardar comprovativo da entrada.
- [ ] Comparecer à AIMA com documentos atualizados.
- [ ] Manter alojamento verificável.
- [ ] Manter os rendimentos e registros bancários.
- [ ] Atualizar morada fiscal quando aplicável.
- [ ] Organizar saúde e número de utente.
- [ ] Controlar ausências de Portugal.
- [ ] Preparar a renovação com antecedência.
Onde confirmar antes do pedido
Consulte sempre:
- O serviço oficial para reformados e titulares de rendimentos próprios.
- O Portal de Vistos do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
- O posto consular competente pela sua residência.
- O centro de vistos oficialmente designado, quando existir.
- A AIMA para a fase da autorização de residência.
- O Diário da República para legislação consolidada.
Valores, taxas, formulários e checklists consulares podem mudar. Este guia foi revisto em 15 de agosto de 2026 e deve ser usado como preparação, não como substituto da lista oficial vigente no dia do protocolo.
Perguntas frequentes
O que é o Visto D7 em Portugal?
D7 é a designação popular do visto de residência para aposentados, religiosos e pessoas que vivem de rendimentos próprios. A finalidade oficial, e não apenas a sigla, deve constar da pesquisa e do pedido consular.
Quem pode pedir o Visto D7?
Nacionais de países fora da União Europeia, Espaço Econômico Europeu e Suíça que pretendam residir em Portugal como aposentados, religiosos ou titulares de rendimentos próprios estáveis e regulares.
Qual é a renda mínima do D7 em 2026?
No continente, a referência anual de planejamento é € 11.040 para o primeiro adulto, € 5.520 por adulto adicional e € 3.312 por menor ou filho maior a cargo, com base na RMMG de € 920. A Portaria menciona RMMG líquida de contribuições, e o posto consular faz a avaliação concreta.
É obrigatório ter dinheiro em uma conta portuguesa?
A legislação exige que os recursos estejam disponíveis em Portugal. Muitos postos pedem ou valorizam conta portuguesa e saldo para 12 meses, mas a lista operacional varia. Confirme o checklist do consulado ou centro de vistos competente.
Só o saldo bancário é suficiente?
Não há garantia. O D7 exige recursos estáveis e regulares, além de prova da existência, do valor, da origem e da disponibilidade. Um saldo elevado fortalece liquidez, mas não substitui automaticamente renda recorrente compatível.
Salário de trabalho remoto serve para o D7?
Quando a fonte principal é trabalho remoto ativo para clientes ou empregador estrangeiro, o D8 normalmente é a finalidade específica a analisar. O D7 é mais coerente com aposentadoria e rendimentos próprios.
Dividendos, aluguéis e investimentos podem servir?
Sim, desde que sejam lícitos, documentados, estáveis, regulares e disponíveis em Portugal. Contratos, extratos, declarações fiscais e comprovantes de pagamento devem contar uma história financeira coerente.
Preciso comprar imóvel em Portugal?
Não. Compra de imóvel não é requisito do D7. É necessário comprovar alojamento, que pode decorrer de propriedade, arrendamento ou outra situação aceita e devidamente documentada pelo canal competente.
Posso levar cônjuge e filhos no pedido?
A lei permite pedidos simultâneos de familiares na via de acompanhamento, desde que sejam familiares abrangidos e existam meios e alojamento para todos. Depois da residência do titular, a via passa a ser o reagrupamento familiar, sujeita às regras próprias.
O titular do D7 pode trabalhar em Portugal?
O titular de autorização de residência pode exercer atividade subordinada ou independente sem autorização especial ligada à condição de estrangeiro. O visto, sozinho, é apenas a etapa de entrada para obter a residência.
Quanto tempo demora o Visto D7?
A lei prevê 60 dias para decisão sobre visto de residência, sem contar atrasos causados por documentos em falta, diligências, agenda, envio de passaporte ou operação do centro de vistos.
Quanto tempo vale a residência do D7?
Em regra, a autorização temporária vale dois anos desde a emissão e é renovável por períodos sucessivos de três anos, desde que os requisitos continuem cumpridos.
Posso ficar muito tempo fora de Portugal?
A residência temporária pode ser cancelada por ausência sem razão atendível durante seis meses consecutivos ou oito meses interpolados na validade do título. Ausência maior deve ser justificada à AIMA nos termos legais.
O D7 dá cidadania portuguesa automaticamente?
Não. O D7 conduz a uma autorização de residência. Residência permanente e nacionalidade possuem requisitos próprios, incluindo tempo, língua, vínculos e ausência de impedimentos, conforme a lei vigente no momento.
Fontes
- Serviço de visto para reformados e rendimentos próprios - República Portuguesa. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Portaria n.º 1563/2007 - meios de subsistência - Diário da República. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- RMMG de € 920 para 2026 - Diário da República. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Lei de Estrangeiros - artigo 52.º - Diário da República. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Lei de Estrangeiros - artigo 58.º - Diário da República. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Lei de Estrangeiros - artigo 75.º - Diário da República. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Lei de Estrangeiros - artigo 77.º - Diário da República. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Lei de Estrangeiros - artigo 80.º - Diário da República. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Lei de Estrangeiros - artigo 85.º - Diário da República. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Decreto Regulamentar - concessão de residência temporária - Diário da República. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Perguntas frequentes sobre o Decreto Regulamentar - Agência para a Integração, Migrações e Asilo. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Comprovativo de alojamento para concessão e renovação - Agência para a Integração, Migrações e Asilo. Consulta em 15 de agosto de 2026.
- Portal de Vistos - Ministério dos Negócios Estrangeiros. Consulta em 15 de agosto de 2026.
Este conteúdo tem caráter informativo e foi elaborado com base nas fontes indicadas. Consulte os canais oficiais e procure um profissional habilitado quando necessário.
